Marco clínico de implementação do tratamento

Eletroquimioterapia para tumores cutâneos, subcutâneos e de mucosas

A GEM, liderada pelo Dr. Felipe Maglietti, é referência regional em eletroporação terapêutica e pioneira em eletroquimioterapia na América Latina. Integra experiência clínica, pesquisa aplicada e capacitação médica sob padrões internacionais.

Equipe médica especializada em eletroquimioterapia
Fundamentos

Bases do procedimento

A eletroquimioterapia combina um agente antineoplásico (bleomicina ou cisplatina) com a aplicação de um campo elétrico pulsado que provoca eletroporação reversível nas membranas celulares.

Essa permeabilização transitória permite multiplicar a concentração intracelular do fármaco e potencializar localmente a citotoxicidade.

Referência internacional
Updated Standard Operating Procedures for Electrochemotherapy of Cutaneous Tumours and Skin Metastases (ESOPE 2018). DOI: 10.1080/0284186X.2018.1454602

Fundamentos biomédicos

  • A permeabilização celular é um fenômeno universal, independente da histologia.
  • Embora todas as células expostas sofram clivagem do DNA, apenas as células em replicação morrem, principalmente por apoptose.
  • Permite tratar margens amplas sem dano significativo ao tecido saudável.
  • Apresenta perfil de segurança muito favorável, com baixa taxa de complicações e reprodutibilidade clínica demonstrada.
  • Técnica protocolizada segundo as diretrizes internacionais ESOPE 2018.
Segundo as diretrizes europeias*

Indicações

  • Metástases cutâneas de qualquer histologia que apresentem sangramento, ulceração, secreção, odor ou dor.
  • Progressão de metástases cutâneas em que se espera o surgimento desses sintomas.
  • Câncer de pele primário, incluindo tumores recorrentes em que outros tratamentos falharam ou não podem ser realizados.
  • Pacientes em terapia sistêmica cujas metástases cutâneas não respondem satisfatoriamente apesar de boa resposta em órgãos internos.
  • Pacientes que preferem a eletroquimioterapia a outras alternativas terapêuticas.

*ESOPE 2018. DOI: 10.1080/0284186X.2018.1454602

Aplicação de eletroquimioterapia em uma lesão cutânea

Também é especialmente útil em:

Tumores de cabeça e pescoço, incluindo pálpebra, lábios, orelhas e palato.

Redução tumoral antes da cirurgia ou ampliação de margens cirúrgicas insuficientes.

Sinergia demonstrada com a imunoterapia, pois altera o microambiente tumoral inibitório e melhora a resposta sistêmica.

Situações que exigem preservação funcional ou estética.

Experiência do GEM

Casos clínicos

Casos tratados pela nossa equipe, com histologia e evolução. As imagens são sensíveis e só são exibidas mediante solicitação.

  • Imagem sensível
    Imagem sensível Fotografia clínica de uma lesão de pele antes e depois do tratamento.
    Carcinoma espinocelular

    Couro cabeludo

    Antes e depois

    Resposta completa 7 meses após uma única sessão de tratamento.

  • Imagem sensível
    Imagem sensível Fotografia clínica de uma lesão de pele antes e depois do tratamento.
    Carcinoma basocelular

    Orelha

    Antes e depois

    Resposta completa 3 meses após uma única sessão de tratamento.

  • Imagem sensível
    Imagem sensível Fotografia clínica de uma lesão de pele antes e depois do tratamento.
    Queloides

    Orelha

    Antes e depois

    Duas sessões de tratamento, com resposta completa 3 meses após a segunda. Os defeitos da orelha correspondem a cicatrizes de cirurgias anteriores.

Como trabalhamos

Modelos de serviço da GEM

Médicos assistentes

Encaminhamento de pacientes

Para médicos que desejam encaminhar um caso e manter participação ativa na estratégia terapêutica.

A GEM realiza:

  • Avaliação clínica e viabilidade da eletroquimioterapia
  • Procedimento segundo os parâmetros ESOPE
  • Acompanhamento conjunto da evolução
  • Relatório técnico detalhado para o prontuário
Encaminhar um paciente
Hospitais e clínicas

Implementação in-house

Para instituições que desejam incorporar a eletroquimioterapia em sua própria estrutura.

A GEM oferece:

  • Capacitação clínica e técnica para equipes médicas
  • Treinamento inicial e atualização periódica segundo os padrões internacionais
  • Instalação e configuração do eletroporador médico
  • Protocolos padronizados
  • Acompanhamento clínico-científico e administrativo
Implementar no meu centro
Planos de saúde e seguradoras

Integração à cobertura

Para financiadores que buscam integrar a cobertura com respaldo clínico e legal.

A GEM oferece suporte para:

  • Definição de critérios de cobertura
  • Documentação médico-legal
  • Apresentação clínica de casos
  • Protocolos para incluir o tratamento entre as prestações
Solicitar proposta comercial
Equipamentos e insumos

OncoPore®, eletroporador médico

O OncoPore® é, até o momento, o único eletroporador de grau médico certificado e disponível na América Latina, desenvolvido especificamente para aplicações baseadas em eletroporação. Seu projeto e funcionamento estão alinhados aos requisitos técnicos das diretrizes europeias ESOPE 2018, o que garante a execução reprodutível do procedimento em diferentes ambientes assistenciais.

Características técnicas

  • Certificação vigente da ANMAT para uso em procedimentos médicos.
  • Alta reprodutibilidade dos parâmetros elétricos, com entrega automatizada e controlada do pulso.
  • Eletrodos intercambiáveis para tumores superficiais, subcutâneos, profundos e regiões anatomicamente complexas.
  • Distribuição precisa do campo elétrico, otimizada para maximizar a permeabilização celular sem danificar tecido saudável.
  • Segurança elétrica validada, apta para uso junto com outros dispositivos médicos.

Benefícios institucionais

  • Posiciona a instituição com um tratamento de ponta sob padrões europeus.
  • Equipamento confiável, com suporte e garantia estendida.
  • Registra dados relevantes para os relatórios após o procedimento.
  • Pode ser instalado em centros cirúrgicos de diferentes níveis de complexidade.
Eletroporador médico OncoPore, desenvolvido pela Biotex
ANMAT, Administración Nacional de Medicamentos, Alimentos y Tecnología MédicaEquipamento com certificação ANMAT vigente
Cobertura

Planos de saúde, obras sociais e cobertura

Trabalhamos com os principais planos de saúde, obras sociais e seguradoras da Argentina, com acompanhamento integral para uma gestão eficiente e tecnicamente sólida das autorizações.

Financiadores com histórico de cobertura

  • OSDE
  • IOMA
  • OS COR
  • AMEBPBA
Consultar outras opções

Respaldo normativo e auditoria

A eletroquimioterapia conta com respaldo científico e precedentes jurídicos em nível nacional e internacional.

Fornecemos a documentação necessária para a auditoria médica, incluindo o excelente perfil de custo-benefício que oferece à instituição.

Acompanhamento na cobertura

  1. Apresentação do paciente segundo critérios de indicação aceitos internacionalmente.
  2. Documentação técnico-médica alinhada aos padrões de auditoria.
  3. Justificativa terapêutica baseada em evidência (ESOPE 2018).
  4. Relatórios e argumentos médico-legais.
  5. Gestão de autorizações.
  6. Acompanhamento jurídico quando necessário.
Capacitação profissional

Aprofunde-se em eletroquimioterapia

Webinar

Fundamentos da eletroquimioterapia

O Dr. Felipe Maglietti apresenta os princípios da eletroporação, o mecanismo de ação, as principais indicações clínicas e as bases do procedimento.

#BarcelóLive · Fundación H. A. Barceló e CONICET

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Curso certificado da Fundação H. A. Barceló

  • Modalidade virtual, 1 mês
  • 4 módulos teóricos assíncronos
  • 4 aulas práticas online
  • Chancelado pelo Instituto Universitario Fundación Barceló e pela Sociedade Mundial de Eletroporação (ISEBTT)

Para dermatologistas, oncologistas, cirurgiões, geriatras e equipes multidisciplinares. Curso ministrado em espanhol.

Inscrever-se no curso

Pesquisa e desenvolvimento

A GEM impulsiona linhas de pesquisa em eletroporação terapêutica voltadas a otimizar o tratamento e ampliar suas aplicações clínicas:

  • Transferência gênica
  • Integração com imunoterapia
  • Parâmetros elétricos avançados
  • Desenvolvimento de novos eletrodos
  • Ampliação das indicações da técnica
Colaborar em pesquisas

Recursos científicos e bibliográficos

Uma seleção de recursos voltados à prática clínica, à pesquisa e à formação médica:

  • Indicações e usos clínicos
  • Diretrizes internacionais (ESOPE 2018)
  • Fundamentos e bases do tratamento
  • Aplicações clínicas e casos
  • Evidência sobre a combinação com imunoterapia
  • Material audiovisual e bibliográfico
Solicitar acesso ao centro de documentação

Tem um paciente para encaminhar ou quer implementar a técnica?

Escreva para nós e entraremos em contato para coordenar a avaliação, a implementação ou a capacitação.

Perguntas frequentes

Para médicos

Como selecionar um paciente candidato?

Fundamentalmente pela localização e extensão da lesão. É ideal em lesões cutâneas ou subcutâneas com dor, sangramento ou progressão local, e também em tumores primários em que a cirurgia implique alta morbidade ou em que outras terapias tenham sido tentadas sem sucesso. Avaliam-se função cardíaca, comorbidades e tratamentos sistêmicos concomitantes; normalmente o tratamento é muito bem tolerado.

Por que se utiliza bleomicina para tratar tumores de qualquer histologia?

A eletroporação é um fenômeno físico que permeabiliza células independentemente da histologia. A bleomicina é um fármaco pouco permeável à membrana celular, que não entra de forma significativa em células não expostas ao campo elétrico. Por isso se concentra nas células da área tratada e não no restante do organismo, e não se observam efeitos adversos sistêmicos relevantes na dose utilizada. Dentro da célula, a bleomicina se transloca ao núcleo e cliva o DNA, eliminando qualquer célula que tente entrar em mitose.

Que taxa de resposta pode ser esperada?

Segundo a ESOPE e séries clínicas globais, a taxa de resposta objetiva varia entre 60% e 100%, conforme a histologia, o tamanho tumoral e o estado imunológico do paciente. Carcinomas basocelulares e espinocelulares costumam ter taxas de resposta de 80 a 90%. Sarcomas ou melanomas podem mostrar resposta menor, conforme o estado geral do paciente.

Que tipo de anestesia é utilizada e quem deve administrá-la?

Depende do tamanho, da localização e da profundidade da lesão. Na maioria dos casos é realizada com sedação (neuroleptoanalgesia), semelhante à de uma colonoscopia. Se a lesão exigir, pode ser feita com anestesia geral; em lesões pequenas e pacientes colaborativos, com anestesia local ou regional. O anestesiologista decide o procedimento adequado para cada paciente.

O procedimento é feito em centro cirúrgico e o paciente fica internado?

É feito em centro cirúrgico, mas é ambulatorial: o paciente volta para casa nas duas horas seguintes e não precisa de internação.

Quais efeitos adversos locais devem ser previstos?

Dor leve transitória, eritema, edema e crostas superficiais. Efeitos adversos maiores são pouco frequentes e o tecido saudável adjacente não é comprometido, por isso a recuperação costuma ser muito boa.

Podem ser tratados pacientes com marca-passo, anticoagulados ou imunossuprimidos?

Pacientes com marca-passo podem ser tratados, com cuidado em lesões sobre a loja do dispositivo ou muito próximas a ela.

Em pacientes anticoagulados ou antiagregados, recomenda-se suspender a medicação cerca de três dias antes para minimizar o risco hemorrágico.

Imunossuprimidos podem ser tratados; embora as taxas de resposta possam ser menores ou exigir mais sessões, a repetição do tratamento melhora a resposta e favorece o treinamento da imunidade inata.

É compatível com imunoterapia ou radioterapia?

Sim. Pode ser utilizada como tratamento neoadjuvante, adjuvante ou concomitante. Apresenta sinergia com a imunoterapia, pois reduz a carga tumoral local, favorece a apresentação de antígenos e altera o microambiente tumoral supressor. A repetição de sessões pode induzir treinamento da resposta imune adaptativa e inata, inclusive em pacientes imunossuprimidos.

Para hospitais, clínicas e planos de saúde

Que infraestrutura a implementação exige?

Um centro cirúrgico, uma fonte elétrica estável e pessoal capacitado. A equipe da GEM apoia a implantação.

Como se integra ao fluxo assistencial do hospital?

É incorporada como procedimento ambulatorial de baixa complexidade, sem internação, compatível com a agenda cirúrgica habitual.

O que a equipe cirúrgica precisa para operar a técnica?

Que o profissional responsável esteja capacitado na técnica e no manejo básico de centro cirúrgico (ambos são ensinados no curso de eletroquimioterapia) e contar com um anestesiologista.

Como são gerenciadas as autorizações com planos de saúde?

A GEM acompanha todo o processo: apresentação clínica, relatórios, argumentos médico-legais e recursos quando necessário.

Oferecer esta terapia vai aumentar os custos da minha instituição?

Não. A eletroquimioterapia é um procedimento altamente custo-efetivo: ajuda a reduzir custos em pacientes complexos e posiciona a instituição acima de centros que não oferecem a terapia.